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Você tem uma Gestão por Resultados? 

quarta-feira, julho 25th, 2018

Você tem uma Gestão por Resultados?

Por Gabriel Gandra do blog.nucont.com

Pensamos, planejamos, calculamos, mas não mantemos uma gestão baseada em análise constante dos resultados da nossa empresa.

Muitas das vezes porque não sabemos exatamente por onde começar e se sabemos, como analisar ou qual a aplicabilidade dessa informação, como transformar isso em AÇÃO.

Alguma dessas sentenças lhe é familiar: “Não sei”, “não consigo visualizar de forma simples”, “a equipe não compreende a importância”, “meu pessoal não sabe interpretar”, “faço tudo sozinho e isso não é a minha prioridade”?

Poderia escrever um artigo inteiro dizendo tudo o que já ouvi para NÃO se gerenciar com embasamento!

E hoje quero acabar com as desculpas, já tratamos em outros artigos sobre como implantar mudanças na sua empresa e dos principais indicadores financeiros hoje iremos tratar sobre ter uma gestão baseada em dados e análises da sua própria empresa!

1º) Defina e ENTENDA os índices

Não é novidade alguma que quanto mais queremos fazer mais coisas, maior a tendência de não terminarmos.

Portanto, se você está iniciando agora, defina poucos indicadores para mensurar.

Se você já dispõe de alguns dados, reveja se eles são realmente importantes.

Nesse artigo conseguirá ver os 05 principais indicadores financeiros que você deveria conhecer e APLICAR! (o link está abaixo)

Vou seguir pelos 05 principais: Lucratividade, Margem de Contribuição, Ponto de Equilíbrio, Liquidez Corrente e EBITDA.

Não basta definir, tem que entender e relacionar com o objetivo.

Um exemplo: se olhamos para a nossa lucratividade e entendemos que ela está abaixo do que esperávamos, queremos alcançar, portanto, ao menos, o ponto de equilíbrio. O direcionamento é o aumento desse índice. (ÓBVIO)

Querer aumentar a lucratividade não faz com que ela cresça organicamente!!! (isso é óbvio também, mas tem de ser dito!)

E para isso, outros índices devem nos auxiliar.

Por exemplo:  a Margem de Contribuição, o Peso da Despesa e do Custo para que sejamos capazes de traçar o melhor caminho para o resultado que queremos: o aumento da minha lucratividade!

Conclusão: há inúmeros índices que podem ser úteis para a sua empresa. No entanto, não devemos escolher diversos, começar com poucos e por isso sugeri esses 05: http://blog.nucont.com/05-indicadores-financeiros-que-voce-deve-conhecer/

E ao definir, devemos entender e analisar estabelecendo a correlação entre eles para que tenhamos uma AÇÃO!

2º) Defina os processos

Definimos os indicadores, entendemos e temos o 1º chamado para a ação.

Não acabou ainda!

Para que as coisas continuem evoluindo, precisamos ter processos, responsáveis, datas, prazos, metas, entregas!!

E ter uma gestão voltada para resultados requer que estejamos sempre olhando para o fim que só estará lá se houver a mensuração das informações importantes – que foram entendidas na etapa anterior – e que devem ser organizadas e geridas dentro dos indicadores.

2.1) Defina quem coletará, organizará esses dados.

Se for você mesmo, separe um momento do dia para organizar tudo o que aconteceu, todas as transações, todas as notas fiscais, TUDO! E ao separar, já insira essas informações no seu sistema de gestão interna, na sua planilha de excel.

Sugiro que seja sempre ao final do dia, assim, você mesmo já terá um gatilho mental de finalização do dia.

2.2) Organize-se para gerir

O ponto aqui é que você possui todos os dados e agora é sentar para gerir.

Em 2 semanas muita coisa acontece dentro da sua empresa, todavia, ainda não houve o fechamento do mês, sendo excelente para a tomada de decisão que impactarão fortemente a tua empresa.

Gerir é se organizar, pensar, analisar, planejar e AGIR!

E este é o momento de planejar para a AÇÃO! Olhar para a operação sob uma ótica panorâmica para que possa atuar sobre o problema!

Ao fazer isso, estará olhando para a organização como um TODO e será capaz de ver qual é o processo ou o resultado – dentro da operação – que não tem correspondido para o alcance que desejamos!

3º) Faça uma GESTÃO À VISTA

Tudo o que disse anteriormente foi feito por você e envolvendo uma parcela muito pequena da tua equipe.

No entanto, todo o resultado da sua empresa – sendo a sua equipe grande ou pequena – é um esforço conjunto.

E é fundamental para a empresa que todos tenham conhecimento do resultado dos seus esforços e quanto mais esse resultado é explícito, mais você conseguirá direcionar os esforços do time.

Portanto, a ideia é simples: em um canto da tua empresa, perto de um calendário, transcreva esses índices em uma cartolina, quadro branco com o indicador e em baixo dele a Meta e o Aonde Estamos.

O fato de estar evidente para os seus colaboradores faz com que se construa o hábito de estar sempre observando se evoluímos os nossos resultados ou não!

Se estamos sendo eficientes, se devemos modificar as nossas ações.

E se não estivermos, voltamos à análise dos números com maiores detalhes, repensamos as estratégias, as atitudes e nos colocamos em um novo caminho (de volta aos primeiros passos).

Conclusão

Gerir com foco nos resultados e acompanhando as finanças da empresa não é fácil.

É mais fácil não pensar, fechar os olhos para os fatos que estão ali e ESCOLHEMOS não prestar atenção.

No entanto, escolher estar atento e acompanhar faz com que sejamos mais ágeis e que obtenhamos retornos que, antes, existiam em sonho.

 

Acredite nisso!!

Thiago Farias – Aci Contabilidade

 

Fonte: Blog Nucont

 

 

 

Micro, pequenas empresas e MEIs com empregados poderão ingressar no eSocial a partir do mês de novembro

quarta-feira, julho 11th, 2018

Foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (11/7) a Resolução nº 4 do Comitê Diretivo do eSocial.  A medida permite que micro e pequenas empresas – que são aquelas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões – e Microempreendedores Individuais (MEIs) possam ingressar no eSocial a partir do mês de novembro. É importante deixar claro que somente os MEIs que possuam empregados – e que hoje totalizam um público de aproximadamente 155 mil empregadores – precisarão prestar informações ao eSocial.

para as demais empresas privadas do país – que possuam faturamento anual inferior a R$ 78 milhõeso eSocial torna-se obrigatório a partir da próxima segunda-feira (16/7). A medida anunciada hoje é uma opção oferecida aos micro e pequenos empregadores e MEIs. No entanto, os empregadores deste grupo que tiverem interesse em ingressar no eSocial desde já, também terão acesso ao sistema a partir da próxima segunda (16).

Para o eSocial, em princípio, todo o público formado pelas empresas privadas com o faturamento anual inferior a R$ 78 milhões – incluindo micro e pequenas empresas e MEIs – é considerado como empresas do segundo grupo de empregadores

Além disso, desde janeiro deste ano, o eSocial já está em operação para as grandes empresas – que possuem faturamento anual superior a R$ 78 milhões – e que formam para o eSocial as chamadas empresas do primeiro grupo. Atualmente, 97% delas já integram as bases do eSocial.

Já a partir de 14 de janeiro do ano que vem, o eSocial torna-se obrigatório também para os órgãos públicos (terceiro grupo). Quando totalmente implementado, o eSocial reunirá informações de mais de 44 milhões de trabalhadores do setor público e privado do país em um mesmo sistema e representará a substituição de até 15 prestações de informações – como GFIP, RAIS, CAGED E DIRF – por apenas uma.

Implantação por fases

Assim como está acontecendo com as grandes empresas e como ocorrerá com os entes públicos, a implementação do eSocial para as empresas do segundo grupo – excluídas nesta momento a obrigatoriedade de pequenas empresas e MEIs – se dará de forma escalonada, dividida em cinco fases, distribuídas deste mês de  julho a janeiro de 2019. Dessa forma, os empregadores incluirão gradativamente suas informações no sistema.

A partir deste dia 16 até o dia 31 de agosto, os empregadores deverão enviar ao eSocial apenas informações de cadastro e tabelas das empresas. Em relação aos MEIs que possuam empregados e que optem por já ingressar no eSocial, o Comitê Gestor do  eSocial esclarece que, na prática, eles não terão nenhuma informação para prestar antes de setembro, já que os dados da 1ª fase (cadastro do empregador e tabelas) são de preenchimento automático pela plataforma simplificada que será disponibilizada para este público.

Apenas a partir de setembro, os empregadores do segundo grupo precisarão incluir na plataforma informações relativas a seus trabalhadores e seus vínculos com as empresas, como admissões, afastamentos e demissões, por exemplo. Finalmente, de novembro até o final de 2018, deverão ser incluídos dados referentes às remunerações dos trabalhadores e realizado o fechamento das folhas de pagamento no ambiente nacional.

Em relação às micro e pequenas empresas e MEIs, como esses estarão obrigadas ao eSocial somente a partir de novembro – quando ingressarem no sistema, eles deverão prestar as informações referentes às três fases iniciais do cronograma.

Em janeiro do ano que vem  haverá, para o segundo grupo como um todo, a substituição da Guia de Informações à Previdência Social (GFIP) pelo eSocial e a inserção de dados de segurança e saúde do trabalhador no sistema.

Já os empregadores pessoas físicas, contribuintes individuais – como produtor rural e os segurados especiais – somente deverão utilizar o eSocial a partir de janeiro de 2019

Plataforma simplificada

Nos próximos dias, serão ser disponibilizados os novos portais do eSocial, onde os empregadores poderão inserir diretamente as informações, sem necessidade de sistemas para integração.

Também será disponibilizada a partir do próximo dia 16, a plataforma simplificada destinada aos MEIs. Neste ambiente simplificado – semelhante ao eSocial do Empregador Doméstico – não será necessário o uso de certificado digital, podendo o empregador acessá-lo apenas por código de acesso. A plataforma simplificada permitirá ao microempreendedor realizar cálculos automáticos via sistema, como o que realiza o cálculo de rescisões e a ferramenta de férias, por exemplo.

A maioria dos MEIs – que não possuem empregados e por esta razão não estarão obrigados ao eSocial – continuarão prestando contas normalmente ao governo por meio do SIMEI, o sistema de pagamento de tributos unificados em valores fixos mensais voltados para aos microempreendedores individuais  e que lhes garante a isenção de impostos federais como o IPI, por exemplo.  Para este público, nada muda.

Histórico – O eSocial é uma iniciativa conjunta do Ministério do Trabalho, Caixa Econômica, Secretaria de Previdência, INSS e Receita Federal.  O programa visa aumentar a produtividade e reduzir a burocracia no setor produtivo, unificando as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas dos empreendedores em um banco de dados único.

Fonte: Portal Esocial

eSocial: Em clima de final de Copa do Mundo!

terça-feira, julho 10th, 2018

eSocial: Em clima de final de Copa do Mundo!

Se neste mês de julho, sua atenção e preocupações estão voltadas apenas para os jogos da Copa do Mundo de futebol, infelizmente, há uma boa e uma má notícia para você.

A má notícia é que no dia 16 de julho, dia seguinte a grande final do Mundial de Seleções que ocorrerá em Moscou, inicia-se a obrigatoriedade do eSocial para cerca de 4 milhões de empresas privadas brasileiras, incluindo as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional.

Literalmente, o eSocial já está no clima da final!

que se a sua empresa ainda não está preparada para o eSocial, você pode ficar por dentro das táticas e estratégias necessárias para virar esse jogo com a leitura deste artigo.

A cada dia que passa, estamos mais perto de uma grande modificação no mundo empresarial, mais especificamente nas rotinas de folha de pagamento, que é a entrada em vigor do eSocial para as empresas que têm um faturamento anual INFERIOR a R$ 78 milhões.

A pergunta que fica no ar é a seguinte: a sua empresa está preparada para começar a atender todas as demandas dessa nova obrigação? No artigo de hoje, mostraremos o que é o eSocial, alguns conceitos básicos e, principalmente, como você pode adequar a sua empresa para esse novo desafio. Acompanhe!

Então, o que é eSocial?

O eSocial é um sistema do Governo Federal que surgiu a partir do famoso SPED, com o objetivo de unificar as informações trabalhistas, fiscais e previdenciárias geradas pela empresa para que elas sejam transmitidas para os órgãos responsáveis, padronizando todos esses dados.

Apesar de ser mais uma obrigação imposta pelo Fisco às empresas, podemos enxergar alguns benefícios desse novo sistema. Entre eles, temos a unificação de diversas obrigações acessórias que são elaboradas em sistemas separados, antigos, ultrapassados e que constantemente geram incompatibilidades com outras ferramentas utilizadas atualmente.

Além disso, esse processo facilitará a execução das rotinas que envolvem questões trabalhistas em uma empresa, entretanto, também exigirá mais comprometimento e compromissos com prazos, além de uma melhor organização de processos internos que envolvem a folha de pagamento.

Como funcionará a implantação desse sistema?

A implantação do eSocial ocorrerá em 3 etapas. A primeira se iniciou em janeiro de 2018, quando todas as empresas privadas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais passaram a utilizar.

A segunda estamos prestes a iniciar. A partir de meados de julho, as empresas privadas que têm faturamento menor que o valor mencionado e que tenham ao menos um funcionário, deverão passar a transmitir o eSocial. A terceira e última etapa ocorrerá em janeiro de 2019, quando todos os órgãos públicos também estarão obrigados a adesão do eSocial.

Como adequar a sua empresa para o eSocial?

Antes de qualquer coisa, você precisa voltar os olhos para dentro da sua empresa e fazer um autodiagnostico sobre os processos que envolvem a folha de pagamento. O eSocial utilizará essas informações e, se algo não estiver sendo feito de forma correta, você pode ter problemas em um futuro muito próximo.

O eSocial não é uma opção, portanto, sua empresa estando pronta ou não, terá de se adequar. Aqueles que tiverem procedimentos e rotinas bem definidos e amadurecidos, certamente não terão problemas para gerar o arquivo e prestar as informações. Entretanto, vamos mostrar algumas dicas práticas que você pode fazer dentro da sua empresa para facilitar o processo.

Analise as suas rotinas

O eSocial não alterará qualquer dispositivo da legislação trabalhista e previdenciária que interferirá no cálculo de salários, obrigações, jornadas, entre outras, mas sim a transmissão de informações ao Governo.

Portanto, toda empresa precisa analisar e rever suas rotinas de folha de pagamento, desde o os processos de contratação e demissão, o que inclui a reunião de um grande volume de dados cadastrais, até os procedimentos que envolvam afastamentos, férias, faltas, horas extras, gratificações, entre outros, para verificar se existem falhas ou gargalos que possam gerar algum tipo de problema.

Nesse contexto, precisamos alertar quanto às tentativas de burlar a lei trabalhista ou os famosos “jeitinhos” que visam facilitar algumas ações e, até mesmo, reduzir o recolhimento de tributos e de contribuições trabalhistas.

Acredite, isso vai ser facilmente identificado pelo sistema e a sua empresa pode ser penalizada caso seja constatada alguma tentativa de fraude. Com o eSocial, os órgãos de fiscalização governamentais terão mais facilidade para encontrar inconsistências e divergências, mesmo que tais erros tenham sido cometidos sem a a intenção de fraudar.

Verifique a parte de tecnologia da sua empresa

O eSocial conectará, em tempo real, a sua folha de pagamento com o sistema digital do Governo. Portanto, fica claro perceber que esse processo utilizará muito a tecnologia disponível atualmente, que combina a utilização de hardwares e softwares modernos e, claro, da internet.

Sendo assim, sua empresa e o seu contador precisam ter sistemas robustos e confiáveis para gerar as informações necessárias e prestar as informações em tempo hábil e corretamente. Isso não significa que o eSocial precisará de supercomputadores e servidores com altíssimo desempenho e capacidade de processamento, mas que será necessário ter todas as ferramentas capazes de realizar o trabalho, bem como a integração das informações.

Reveja rotinas de demissões e admissões

Uma prática recorrente e que vai ter de acabar quando o eSocial entrar em vigor são as demissões e, principalmente, as admissões realizadas de forma retroativas. A empresa já tem um prazo para realizar todos os trâmites dessas duas atividades e, portanto, deverá informar essas ações no eSocial de acordo com a legislação vigente.

Muitas pessoas ficaram preocupadas com algumas liberdades que a reforma trabalhista proporcionou, como o acordo de rescisão. Entretanto, o eSocial será uma ferramenta de acompanhamento e fiscalização desse tipo de ação.

O empregado ou empregador que pretendia se utilizar das modificações para realizar algumas ações contrárias à lei pode ter problemas sérios, uma vez que o sistema do eSocial amarrará todas essas informações em uma única base de dados compartilhada entre os entes públicos.

Portanto, espera-se que, com alguns poucos cliques, um fiscal do trabalho seja capaz de verificar possíveis tentativas de burlar a lei, seja para prejudicar ou beneficiar um empregado ou empregador.

Esse avanço contribuirá para que as relações de trabalho sejam mais transparentes, dando mais segurança aos funcionários e credibilidade para as empresas que, com o perfeito cumprimento da obrigação, estarão 100% em dia com os seus colaboradores e suas questões trabalhistas.

Como a contabilidade pode auxiliar nesse processo?

Procure uma empresa contábil, por exemplo, que já trabalhe internamente na questão do eSocial há alguns tempo, conhecimento sobre o assunto e capacitação da equipe, que tenha sistemas adequados e participe de forma ativa nos testes para adequação do módulo Folha de Pagamento.

Nesse contexto, as informações já deverão estar qualificadas pela equipe e se encontrem 100% preparadas para as transmissões.

Dessa forma, podemos, em conjunto, atender todas as obrigações do eSocial de forma correta e sem impactar a rotina geral das empresas, contribuindo para que essa nova obrigação se incorpore às rotinas e a cultura de uma organização o mais rápido possível.

Fonte: contábeis.com.br