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IRPF 2021, CONHEÇA AS 10 PRINCIPAIS DÚVIDAS!

segunda-feira, março 8th, 2021

Como esperado, a Receita Federal anunciou as regras e o calendário do Imposto de Renda da pessoa física, válidos para 2021 com ano base 2020.

Para que você fique por dentro das principais regras da obrigação deste ano, montamos um questionário com as 10 principais dúvidas e te ajudar a ficar longe de problemas com o leão, confere.

1. Quem é Obrigado a Entregar a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física?

Antes de ficar maluco ou preocupado se é ou não é obrigado a não entregar a declaração de imposto de renda, veja as regras de obrigatoriedade.

Atualmente existem 7 regras da obrigatoriedade.

1. Renda tributável acima de 28.559,70
2. Renda isenta acima de 40.000
3. Quem possui o total de bens acima de 300.000
4. Renda de atividade rural acima de 142.798
5. Ter investido qualquer valor em renda variável (bolsa de valores)
6. Passou a condição de residente no Brasil
7. Teve Ganho de Capital Tributável
E agora neste ano de 2021 temos uma novidade…
Quem recebeu auxílio emergencial e teve rendimentos tributáveis acima de R$22.847,76 precisa fazer a declaração de imposto de renda para devolver o valor recebido do auxílio emergencial.

2. Até quando posso entregar a declaração de IRPF?

Não é novidade nenhuma que muitos contribuintes deixam para entregar a declaração de Imposto de Renda de última hora! E para que isso não aconteça com você, é fundamental saber qual é o prazo final de entrega orientado pelo Fisco.

Todos os anos o prazo de entrega é o mesmo: inicia-se no primeiro dia de março e se encerra no dia 30/04.

No mês de Fevereiro deste ano, já saiu também a Instrução Normativa em Fevereiro que definiu o prazo final para entrega da Declaração até 30/04! Portanto, guarde essa data na memória e não se esqueça de entregar a sua declaração o quanto antes!

3. Esqueci de entregar minha declaração de imposto de renda, vou ter que pagar multa?

Se você era obrigado a apresentar declaração de imposto de renda. Sim! ira pagar multa por atraso na entrega da declaração.

O valor mínimo da multa é de R$ 165,74.

Mas pode variar de 1% até 20% sobre o imposto devido.
De qualquer forma você precisa apresentar sua declaração e se precisar de ajuda pode contar conosco.

4. CAÍ NA MALHA FINA e agora?

Muitas pessoas confunde MALHA FINA com pendencia na entrega da declaração.

Se você estiver na Malha Fina não tem muito o que fazer, envie a documentação no prazo estabelecido pela notificação e aguarde o processamento, se você fez coisa errada na declaração terá que arcar financeiramente com isso.

Agora o que a maioria se encontra é de ter pendencias na declaração.

Para isso precisa saber quais pendencias são e resolve-las.

O primeiro passo é acessar o ECAC da receita federal com o código de acesso do contribuinte. Se não possuir código de acesso tem que gerar no site da receita federal mesmo.

Depois de levantar as pendencias é hora de resolve-las.

Na maioria dos casos a sua declaração foi feita de forma errada, mas as vezes os informes de rendimento esta com informações divergentes e para resolver tem que entrar em contato com a fonte pagadora.

5. Quais são as deduções para pagar menos imposto?

A legislação do imposto deu alguns benefícios fiscais de dedução a base de calculo do imposto de renda, veja a lista:

1. Saúde – gastos com consultas particulares, médicos, hospitais, plano de saúde são dedutíveis no imposto de renda, mas atenção gastos estéticos não são dedutíveis.
2. Educação – Valor Gasto com despesa com ensino regular, ou seja, creche, escola, faculdade e pós-graduação são dedutíveis no imposto de renda, valor pago com cursinhos não são dedutíveis.
3. Previdência Privada PGBL – Preste atenção o valor investido em previdência privada é dedutível até 12% da renda desde que seja no plano PGBL.
4. Dependentes – Somente pais, avós, filhos e esposa que podem ser dependentes e o valor de dedução por dependente é de R$ 2.275,08.
5. INSS – INSS descontado no salário ou pago como contribuinte individual é dedutível para o imposto de renda.
6. Pensão Alimentícia Judicial – O valor pago de pensão alimentícia é dedutível desde que seja judicial.

6. Quando eu receberei a minha restituição de imposto de renda?

A receita federal libera os valores da restituição dividido em 7 lotes.

O primeiro lote é geralmente é no final do mês de maio até a primeira quinzena do mês de junho (entre os dias 30/05 até 15/06).
Mas quem decide as datas é a receita federal através da Instrução Normativa divulgada em fevereiro.

De acordo com o Art. 16 da Lei 9.250/95 – a prioridade de restituição é:
I – idosos;
II – professores;
III – por ordem de entrega (quem entregou primeiro, recebe primeiro).
Se você não recebeu nos primeiros 7 lotes, provavelmente sua declaração esta com pendencia. Se sua declaração estava com pendencia e você regularizou, você deve aguardar receber pelos lotes residuais.

7. Tenho um CARTÃO DE CRÉDITO com limite alto, esse cartão é compartilhado com a minha família (cada um paga sua parte) vou ter problema com a receita federal?

Isso é um grande problema, porque até explicar que focinho de porco não é tomada, vai gerar um dor de cabeça enorme.

A questão é os bancos e as administradoras de cartão de crédito são obrigadas a apresentar a movimentação financeira de todos os seus clientes. Com isso a Receita Federal já sabe o valor da suas movimentações de cartão de crédito.

A questão lógica é a seguinte se você pagou uma fatura de R$ 10.000 isso significa que a sua renda no mínimo foi de 10 mil.

Minha sugestão é que evite essa situação para não ter que ter o trabalho de explicar isso para a receita federal.

Caso contrario você terá que ter um controle exato de gastos com todos da sua família, ter todos os comprovantes de pagamentos e de transferências bancaria e com tudo isso em mãos todo o dinheiro recebido na sua conta bancaria referente as transações do cartão de crédito você declarar na ficha de rendimentos isentos.

8. Por que desconta todo mês imposto do meu salário e na declaração ainda gera um valor a pagar

Sem saber analisar a documentação não sabemos com exatidão o porque tem que pagar a mais na sua declaração de imposto de renda. Mas temos algumas hipóteses que você poderá verificar e saber o motivo.

A primeira hipótese é que além do rendimento de assalariado, você possui alguma outra renda de trabalho como autônomo ou um resgate de previdência privada com um simples passar de olho dá pra identificar se for o caso.

A segunda hipótese é que a empresa esta usando alguma dedução no calculo mensal do seu imposto de renda e você não esta usando, talvez você paga pensão alimentícia judicial e não deduz do seu imposto de renda.

A terceira hipótese é o oposto da segunda onde a empresa esta usando alguma dedução que não deveria, talvez ela esta deduzindo do calculo os dependentes (filhos), mas quem declara os dependentes é o seu cônjuge.

9. Recebo aluguel preciso pagar imposto todo mês ou posso deixar tudo quando for entregar a declaração de imposto de renda?

Quem recebe aluguel deve fazer a apuração dos ganhos no programa do Carne Leão fornecido pela receita federal e se na apuração houver imposto a pagar deve ser pago mensalmente. De acordo com o artigo 118 do Regulamento do Imposto de Renda de 2018, o recolhimento do imposto deve ser mensalmente. Não tem jeito, não da pra fugir…

Se você faz o pagamento do imposto somente na entrega da declaração, melhor rever a sua situação antes que entre na malha fina e o fiscal te obrigue a pagar retroativo com multa e juros.

10. Posso declarar minha filha como dependente na minha declaração e na da minha esposa?

Pode declarar como dependente filho até 21 anos ou com 24 anos se estiver na faculdade. O que não pode é declarar como dependente em duas ou mais declarações.

Na legislação do imposto de renda, diz que o dependente só pode constar em apenas uma declaração. Portanto, faça uma analise tributária e veja qual é o mais favorável se é na sua declaração ou da sua esposa. Mas nunca declare nas duas declarações no mesmo ano, isso é 100% de certeza que irá dar problema.

E então? Clareou a mente? Enfim, a legislação que rege o Imposto de renda é muito extensa, para você ter uma idéia, são mais de 700 situações e casos que possam existir durante o preenchimento, por isso, o mais indicado é que você conte com a ajuda de um profissional capacitado e possa sanar suas dúvidas.

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Receita Federal divulga regras para IRPF 2021

quarta-feira, fevereiro 24th, 2021

Nesta quarta-feira (24), a Receita Federal divulgou as regras para o Imposto de Renda 2021. A declaração poderá ser entregue a partir do dia 1º de março, com o prazo até dia 30 de abril. O programa gerador da declaração poderá ser baixado a parir desta quinta-feira (25).

A Receita Federal revelou que a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) não terá reajuste para este ano. As empresas deverão entregar aos empregados o comprovante de rendimentos até dia 28 deste mês. A apresentação do CPF para todos os menores é obrigatória.

Para evitar problemas com o Fisco, o contribuinte deve se organizar para indicar as informações corretamente e dentro do prazo estipulado. Como forma de facilitar no preenchimento das informações deste ano, a pessoa poderá utilizar como base a declaração feita em 2020.

O preenchimento do formulário e o envio da declaração devem ser feitos pelo Programa Gerador da Declaração (PGD) do exercício de 2021 na página da Receita Federal. Ou pelo serviço Meu Imposto de Renda, disponível para smartphones e tablets.

Quanto antes ocorrer a entrega da declaração, maiores serão as chances de receber a restituição rapidamente.

Quem deve enviar a declaração do Imposto de Renda

• Quem teve rendimentos tributáveis maiores que R$ 28.559,70 em 2020;
• Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, com a soma maior que R$ 40 mil;
• Quem possui bens de mais de R$ 300 mil;
• Quem teve ganhos de capital na alienação de bens ou direitos ou aplicaram em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros ou assemelhadas no ano passado;
• Quem vendeu imóvel residencial e utilizou o recurso para compra de outra outro imóvel — no prazo de 180 dias da venda —, e escolheu a isenção do IR no momento da venda;
• Quem teve receita bruta superior a R$ 142.798,50 em atividade rural ou teve prejuízo rural a ser compensado no ano-calendário de 2020 ou nos próximos anos;
• Quem pretende compensar prejuízos relativos à atividade rural de anos-calendário anteriores ou do ano-calendário de 2020;
• Quem passou a morar no Brasil em qualquer mês do ano passado e permaneceu no país até 31 de dezembro.

As pessoas que não se enquadram em nenhum destes requisitos não estão obrigadas a declarar, mas poderão realizar o procedimento caso queiram. A declaração do Imposto de Renda tem a função de indicar os rendimentos e despesas dos contribuintes.

Documentos necessários para a declaração do Imposto de Renda

Enquanto o prazo da declaração não chega, os contribuintes já podem se adiantar e coletar os documentos necessários para o procedimento.
Quanto antes os documentos forem juntados, mais fácil será para ajustar alguma informação que esteja faltando.

Dados pessoais

• Nome, CPF e data de nascimento;
• Nome, CPF, grau de parentesco dos dependentes e suas datas de nascimento;
endereço atualizado;
• Comprovante da atividade profissional — para os profissionais de classe, número do registro — como CRM para médicos e OAB para advogados;
• Cópia da última declaração do Imposto de Renda entregue;
• Conta bancária para restituição ou débitos.
Informe de rendimentos
• rendimentos de instituições financeiras, como bancos e corretora de investimentos;
• rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria ou pensão;
• rendimentos de aluguéis;
• rendimentos como pensão alimentícia, doações, heranças, entre outros;
• resumo mensal do livro-caixa com memória de cálculo do Carnê-leão, caso seja aplicável.

Os contribuintes devem solicitar os rendimentos às empresas onde trabalham e separar recebidos de despesas e investimentos feitos no ano anterior. No caso dos aposentados e pensionistas, os informes de rendimentos devem ser obtidos no site do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os rendimentos de instituições financeiras podem ser recolhidos por internet banking, caixa eletrônico ou agência bancária. Já os rendimentos de aluguéis — caso estejam alocados por meio de imobiliárias — podem ser obtidos com a empresa locadora.

Informe de pagamentos efetivados

Os contribuintes devem reunir os recibos com assinatura e CPF do profissional prestador do serviço ou notas fiscais de:
• despesas médicas;
• despesas odontológicas;
• seguro saúde;
• despesas com educação;
• doações realizadas;
• serviços tomados de pessoas físicas e jurídicas.

No caso de despesas médicas e com educação, por exemplo, são dedutíveis. Com isso, poderão ser abatidas do valor devido ao Fisco.

Informe de ônus ou dívidas

Para a declaração do tributo, será necessário reunir qualquer documento ou informação que comprove ônus e dívidas do ano a declarar, pagos ou contraídos. Os dados poderão ser, por exemplo, referentes a empréstimos realizados, entre outros.

Informe de direitos e bens

• data de aquisição do imóvel, área, IPTU, número da matrícula e nome do Cartório onde o imóvel está registrado;
• número do Renavam e registro no órgão regulamentador correspondente do veículo.

Não perca o prazo com o fisco, a multa por não declarar pode variar entre R$ 165,74 e 20% do imposto devido.

Conte com uma contabilidade especializada para te ajudar com sua declaração. Conte conosco.

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Confira as principais dúvidas sobre a declaração Imposto de Renda 2020

terça-feira, março 3rd, 2020

Mais um ano se inicia e muitos trabalhadores ficam ansiosos para a declaração do imposto de renda, já que essa declaração é obrigatória todos os anos. 

Ao contrário do que muitos pensam, esse imposto incide sobre a renda dos trabalhadores brasileiros. Existem alguns casos em que não se é obrigatória a declarar o Imposto de Renda 2020, casos esses que tenha uma renda salarial abaixo do critério.

Para 2020, o envio das declarações deve ser feito de 2 de março a 30 de abril. No entanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o tema. Confira!

Imposto de Renda é um tributo existente em diversos países. Por meio dele, o cidadão é obrigado a declarar uma porcentagem de sua renda ao governo, com base na riqueza produzida. Os valores arrecadados anualmente são utilizados para financiar programas e assistências sociais, como habitação e infraestrutura.

A principal responsável pela arrecadação é a Receita Federal, órgão que pertence ao Ministério da Fazenda. Todo o valor arrecadado são repassados para a Receita Federal, que futuramente direciona para o Governo Federal.

Quem deve declarar o Imposto de Renda 2020?

Veja abaixo, todas as informações e principais dúvidas.

No Brasil, o Governo e a Receita Federal são responsáveis por definir os critérios necessários para que as pessoas realizem a declaração do Imposto de Renda. Para 2020, por exemplo, estão obrigados a declarar:

  • Trabalhadores que tiveram receita superior a R$ 28.559,70;
  • Pessoas que tiveram rendimentos tributáveis ou não superiores ao valor de 40.000,00;
  • Trabalhadores rurais com receita superior a R$ 142.798,50;
  • Cidadãos que tenham bens com valores superiores a R$ 300 mil;
  • Pessoas que tiveram lucros sobre bens e direitos;
  • Cidadãos que fizeram operações na bolsa de valores;
  • Cidadãos do setor rural que queiram realizar compensação de prejuízos;
  • Pessoas que se oficializaram como cidadãos brasileiros.

Quem NÃO deve declarar Imposto de Renda?

Por outro lado, alguns cidadãos estão isentos da declaração do Imposto de Renda 2020, são eles:

  • Cidadãos que não se enquadrem nos requisitos do tópico anterior;
  • Cidadãos que atendam alguns desses requisitos, mas já tenham sido declarados como dependente de outra pessoa;
  • Pessoas que tiveram rendimentos tributáveis, como salário, inferior a R$ 28.559,70.

Quais documentos são necessários para declarar o Imposto de Renda?

Na hora de declarar o Imposto de Renda é muito importante estar atento aos documentos necessários. Os principais são:

  • Nomes do titular e dependentes;
  • Endereço;
  • CPF do titular e dependentes;
  • Certidão de Nascimento para dependentes crianças;
  • Comprovante de renda previdenciária (aposentados e pensionistas);
  • Declaração do ano anterior;
  • Recibos de despesas com saúde;
  • Documentos de compra e venda de bens;
  • Prestações e mensalidade de educação;
  • Papéis de doações, consórcios, empréstimos e heranças;
  • Guia para cálculo de IR
  • IPTU;
  • Registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis;
  • Renavam;

Quem pode ser dependente no IR?

O Imposto de Renda permite a inclusão de dependentes na declaração do titular. Em tais casos, valores com educação e saúde, bens e propriedades podem ser deduzidos. Alguns dependentes aceitos na declaração são:

  • Cônjuge ou companheiro de união estável;
  • Filhos e enteados de até 21 anos, ou de qualquer idade se forem incapacitados para trabalhar, ou até 24 se estiverem cursando o ensino superior;
  • Irmãos, netos, bisnetos e outros menores, de até 21 anos, desde que o titular tenha a guarda judicial;
  • Pais, avós e bisavós, desde que tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não;
  • Sogros podem entrar na declaração, mas somente se o cônjuge for dependente;
  • Menores de 16 anos;
  • Dependentes do cônjuge;
  • Filhos casados ou em união estável e cônjuge;
  • Dependentes que não moram no Brasil ou falecidos;
  • Ex-cônjuge e filhos que recebem pensão.

Qual a vantagem de incluir o dependente no IR?

Incluir dependentes na declaração pode garantir a redução de até R$ 2.275,08 no imposto a ser pago. Mas nem sempre vale a pena adicionar dependentes, porque se o dependente tiver em seu nome muitos bens tributáveis, o titular pode ter que pagar mais impostos.

Além disso, um dependente só pode ser incluído em uma única declaração do IR. Filho de pais separados, por exemplo, entra como dependente na declaração de apenas um dos pais.

Quais são os tipos de declaração do Imposto de Renda?

Atualmente, existem dois tipos de declaração que podem ser enviadas à Receita Federal: a declaração simples e declaração completa. O contribuinte pode escolher entre um delas, com base em suas despesas. A própria Receita informa, no ato do preenchimento da declaração, qual a opção mais viável.

  • Declaração Simples

Nas declarações simples, a Receita aplica um desconto de 20% sobre todos os rendimentos tributáveis, que foram recebidos em 2019. Essa opção é indicada para contribuintes que tenham gastos que podem ser abatidos do cálculo do IR, como educação, saúde e gastos diversos com dependentes.

  • Declaração Completa

A declaração completa é a mais indicada para contribuintes que possuam filhos, pagam escola, contribuem para previdência privada e possuem outros gastos. O modelo permite detalhar todos esses gastos, que podem entrar com extras. Para a declaração completa, é necessário guardar os comprovantes das despesas por pelo menos cinco anos.

Como calcular o IR?

O cálculo do Imposto de Renda pode ser um pouco complicado. Por isso, a Receita Federal permite simular, online, quanto será pago no ano.

Essa simulação pode ser feita apenas informando os dados dos gastos e rendimentos. Clique aqui e faça a simulação.

O que é o IRRF?

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) é o primeiro acerto de contas que os trabalhadores brasileiros fazem com a Receita.

Trata-se de uma cobrança retida na fonte de receita e incide sobre o salário dos trabalhadores registrados em CLT, que recebam mais de R$ 1.903.

O valor do desconto mensal no contracheque varia de 7,5% a 11%.

Quem está isento do IRRF?

Estão isentos do IRRF os trabalhadores com salário de até R$ 1.903,98.

Se o salário for maior, ele é obrigado a deduzir uma parte. O desconto do IRRF já está detalhado no informe de rendimentos fornecido pela empresa.

O que é a restituição do IR?

A restituição do imposto de renda é a devolução da diferença do imposto, quando pago a mais. Caso a diferença seja positiva, o contribuinte tem saldo a pagar.

Caso seja negativa, tem saldo a ser restituído. Os valores positivos ou negativos só são informados após o envio das declarações.

O que posso deduzir do IR?

O Imposto de Renda garante que sejam deduzidos gastos relacionados à educação, saúde, doações, pensão, previdência privada e com dependentes.

Quais gastos com saúde podem ser deduzidos?

A Receita Federal garante que alguns gastos com saúde podem ser deduzidos no imposto, como:

  • Consultas particulares com médicos e hospitais;
  • Cirurgias plásticas relacionadas à saúde;
  • Tratamentos dentários (exceto clareamento dental);
  • Fisioterapia;
  • Tratamentos psicológicos e psiquiátricos;
  • Exames;
  • Tratamento de saúde no exterior;
  • Plano de saúde;
  • Próteses e despesas com cadeira de rodas.

Quais gastos com educação podem ser deduzidos?

É possível deduzir do Imposto de Renda gastos com educação do titular e dependente. Porém, é preciso seguir os critérios do que a Receita aceita dentro dessa categoria. Atualmente. só podem ser deduzidos os seguintes gastos :

  • Educação infantil (creches e pré-escolas);
  • Ensino fundamental;
  • Ensino médio;
  • Educação superior (graduação, pós-graduação mestrado, doutorado e especialização);
  • Educação profissional (ensino técnico e tecnológico).

O que acontece se eu não entregar minha declaração de IR?

Contribuintes que não enviarem a declaração do Imposto de Renda podem ter sérios problemas. De imediato, o CPF já se torna pendente, assim pode ter impedimento para solicitar empréstimos, prestar concurso público ou aprovação de cartão de crédito.

Além disso, os contribuintes ficam sujeitos ao pagamento de uma multa por atraso. O valor é de R$ 165,74 para quem não tem imposto a pagar e de 1 a 20% o valor do imposto devido para quem ainda deve recolher.

O que é malha fina?

O termo malha fina refere-se ao processo de verificação de inconsistências da declaração do imposto de renda. Ela atua como uma peneira para processos de declarações que estão com alguma pendência. Assim, impossibilita a restituição de valores e pode resultar em investigação aprofundada da Receita Federal. Se comprovado algum crime, o contribuinte responder na esfera legal, ser multado ou preso.

Como será a Restituição Imposto de Renda em 2020?

Para 2020, uma novidade é na antecipação de pagamento dos lotes de restituição. Até o ano passado, a liberação era feita a partir do dia 15 de junho e acontecia até dezembro. Para este ano, o número de lotes caiu de sete para cinco e as datas de restituição serão aplicadas da seguinte forma:

  • 1º lote: 29 de maio 2020
  • 2º lote: 30 de junho 2020
  • 3º lote: 31 de julho 2020
  • 4º lote: 31 de agosto 2020
  • 5º lote: 30 de setembro 2020

Como fazer e enviar a declaração do Imposto de Renda?

Para o preenchimento e envio da declaração do IR, antes de qualquer coisa aconselhamos procurar um profissional qualificado para o mesmo, mas se você tem um bom entendimento de como funciona a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física, pode ser feito seguindo o passo a passo a seguir:

  1. Revise os documentos e dados necessários;
  2. Faça o download do programa IRPF no site da Receita Federal (clique aqui)
  3. Preencha os formulários do programa com os dados solicitados;
  4. Informe todos os rendimentos;
  5. Insira os pagamentos que foram feitos;
  6. Inclua na declaração os bens, direitos, dívidas e ônus;
  7. Clique em “pendências” para ver se faltou preencher alguma informação;
  8. Por fim, clique em “entregar a declaração” e emita o Darf para prosseguir com o pagamento.

Qual o prazo para entrega da declaração em 2020?

Para 2020, o prazo para entrega da declaração do IR começa às 8h do dia 2 de março e se estende até às 23h59 horas do dia 30 de abril.

Quais as novidades de declaração em 2020?

Neste ano, quem possui serviço de empregada doméstica com registro CLT, não se beneficiará mais com o incentivo fiscal de R $1.251,00. Além disso, agora será preciso incluir mais informações sobre:

Imóveis – data de aquisição, área, IPTU, registro de inscrição em órgão público e no cartório de Imóveis;

Veículo, aeronaves e embarcações – Renavam e registro no correspondente órgão fiscalizador;

Contas correntes e aplicações financeiras – CNPJ da instituição financeira.

Como garantir a restituição mais rápido?

Quem entrega a declaração nos primeiros dias tem mais chance de receber a restituição antes. Neste ano, o primeiro lote deve sair em 29 de maio. Quem envia declaração com antecedência é pago primeiro.

Comprou ou vendeu imóvel ou carro deve declarar?

Quem comprou ou vendeu imóvel ou veículo em 2019 deve informar os dados na declaração de bens e enviar os seguintes documentos:

  • Contrato;
  • Escritura;
  • Nota fiscal ou recibo;
  • CPF/CNPJ de quem comprou ou vendeu;
  • Informação se o negócio foi pago à vista, a prazo ou financiado.

No caso de financiamento, é necessário ter os seguintes dados informados:

  • Nome do banco;
  • Número do contrato;
  • Valor financiado;
  • Número e valor das prestações;
  • Valor de entrada.

Quem teve lucro na venda de bem deve declarar?

A resposta é sim! Se houve lucro na venda do bem é preciso preencher o programa de Ganhos de Capital referente a 2019 (GCAP 2019), que está disponível no site da Receita Federal. Em seguida, deve transportar as informações para o programa do IR 2020.

No entanto, quem fez esse tipo de operação pode já estar devendo à Receita, pois se a venda ocorreu em maio de 2019, por exemplo, o imposto deveria ser pago até junho.

Quem recebeu aluguel deve declarar?

A resposta é sim! Pessoas que recebam outras fontes de renda, como aluguel e pensão alimentícia, com valor superior a R$ 1.903,98 por mês, devem informar a receita por meio do carnê-leão.

O que é carnê-leão?

O carnê-leão é uma forma de recolhimento mensal e obrigatória de operações que os valores não têm tributação na fonte pagadora.

Desta forma, o papel do carnê-leão é controlar as tributações sobre esses rendimentos e manter o contribuinte em dia com o Fisco.

Como evitar a malha fina?

Toda atenção é pouca na hora de fazer a declaração do Imposto de Renda. Muitas vezes, o contribuinte não declara algum rendimento ou iforma valores errados. Confira os principais problemas que levam o contribuinte à malha fina:

  • Omitir informações de rendimentos recebidos;
  • Informar valores diferentes dos obtidos mediante o informe de rendimentos recebido;
  • Informar despesas médicas que não podem ser comprovadas;
  • Informar dependentes em duplicidade;
  • Acrescentar dependente que já apresenta declaração em separado;
  • Apresentar rendimentos incompatíveis com a riqueza;
  • Fazer movimentações em Bolsa de Valores e não informar à Receita.

Qual o cronograma do imposto de renda 2020?

Para não perder nenhum prazo, confira as datas mais importantes do calendário do IR 2020:

  • 4 de janeiro: Liberação de alíquotas da declaração 2019;
  • Até 31 de janeiro: Liberação de programas auxiliares do Imposto de Renda;
  • 25 de fevereiro: Liberação do Programa IFPR 2019;
  • 7 de março: Início da entrega da declaração;
  • 30 de abril: Fim do prazo para a entrega da declaração;
  • 17 de junho a 16 de dezembro: Pagamento das restituições.

Posso doar meu imposto de renda?

O contribuinte pode doar parte do seu imposto a uma organização da sociedade civil. O repasse para entidades e projetos garante que os recursos sejam aplicados em diferentes programas de incentivo.

Além disso, em 2020, as doações podem ser feitas diretamente na entrega da declaração.

Como declarar Imposto de Renda atrasado?

Depois das 23h59 do dia 30 de abril, o contribuinte que não enviou a declaração está em atraso. Em tais casos, deverá pagar uma multa que varia de R$ 165,74 a 20% do total do imposto.

No caso de declaração entregue no prazo, mas com erro, ela pode ser retificada a partir do dia 1º de maio. Nesses casos, não há cobrança de multa, a não ser que exista uma diferença no IR devedor.

Consulta Malha Fina Imposto de Renda 2020

De acordo com dados publicados pela Receita Federal, cerca de 800 mil pessoas caíram na malha fina fiscal do Governo. Todo esse número equivale a 3% do total de declarações. 

Geralmente, os casos que caem nessa malha fina feita pelo Governo são:

  • Deduções preenchidas incorretamente, ou com dados faltando;
  • Erros de digitação;
  • Esquecer (ou omitir) rendimentos na declaração;
  • IRRF pago à Receita Federal não bate com o IRRF declarado na DIRF 2020;
  • Dentre outros. 

Portanto amigos, não tratem a DIRPF como uma coisa qualquer. Cada vez mais a Receita Federal está aumentando os sistemas de fiscalização ao contribuinte, então não se arrisque, conte com a ajuda de um profissional qualificado para não ter dor de cabeça com o Leão.

Conte com quem pode te ajudar, conte conosco! Fala com a gente e te ajudamos.

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